terça-feira, 24 de novembro de 2020

Resenha: Fé no Amor

    Olá, leitores! Tudo bem? A resenha de hoje é uma indicação de romance cristão para aqueles que precisam renovar suas energias e buscam algo mais leve para se entreter.


Título: Fé no Amor

Autora: Andrezza Mota

Páginas: 214

Idioma: Português

Classificação Indicativa: +14

Editora: The Books

ISBN: B07N15C7VK


SINOPSE: Desde cedo, Angélica precisou aprender a se virar sozinha. Até os 16 anos, contara com a companhia da mãe, mas esta havia falecido em um trágico acidente, deixando a jovem aos cuidados do pai. Então ela foi para a Alemanha com o intuito de estudar, almejando também superar a perda, além de tentar esquecer o homem a quem sempre quis odiar, isto contra o que seu próprio coração rogava. Kevin tem um segredo. No momento em que deveria seguir o coração e enfrentar a todos, foi incapaz de defender aquela de quem pensava apenas gostar. Dez anos depois, os dois se encontram e são obrigados conviver. Serão capazes de deixar as mágoas e os sentimentos no passado, seguindo em frente?

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Resenha: Lílian

 Olá, leitores! Tudo bem? A resenha de hoje é de um livro baseado em fatos reais, quase uma autobiografia da escritora, e repleta de reviravoltas!


Título: Lílian

Autora: Jeniffer Pereira

Páginas: 304

Idioma: Português

Classificação Indicativa: +14

Editora: Publicação Independente / Editora Coerência (até abril de 2020)

ISBN: B087WP842L


SINOPSE: Inspirado em fatos, Lílian conta a história de uma jovem que vive na inconstância de decidir entre a ousadia de viver um amor sem barreiras e os limites que gostaria de impor a esse mesmo amor. Transitando entre amores alheios e as decepções que eles desencadeiam, a jovem usufruirá dos aprendizados que acumulou para viver seu relacionamento com Erick. É possível sentir Lílian como a vontade de uma senhora de reviver sua adolescência e, ao mesmo tempo, a vontade de uma criança de crescer e descobrir o mundo. Ainda assim, Lílian não pode ser resumido em uma sinopse, tampouco em um verbete, ele é o inconsciente de cada um, vivido por um só. Somos todos um pedaço dele, mesmo assim ele é único.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Resenha: Passado

 Olá, leitores! Tudo bem? A indicação de hoje é uma obra que irá tratar de assuntos delicados: Abuso sexual e perda de um ente querido.


Título: Passado (Série Dó-Ré-Mi - Livro 1)

Autora: F. Locks

Páginas: 330

Idioma: Português

Classificação Indicativa: +16

Editora:- (Publicação Independente)

ISBN: B07CCK19FS


SINOPSE: Marcada por traumas do passado, Lara Knop se vê desolada ao ter que vender tudo o que tem para pagar suas dívidas com o hospital. Em busca de um novo começo, ela encontra uma casa que é perfeita para recomeçar, mas imagine só sua surpresa ao perceber que ela já está sendo habitada. Com um recibo de pagamento adiantado, ela não tem o que fazer senão dividir o mesmo teto por 60 dias com um garoto que é capaz de fazê-la andar sobre uma linha tênue entre o amor e o que a destruiu. Uma história que conta como a vida pode ser cruel com uma garotinha e como o amor é capaz de consertar uma mulher.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Resenha: Quando a Neve Cair

     Olá, leitores! Tudo bem? Eis um livro para refrescar os dias quentes que nos aguardam nesse verão! Um nacional repleto de reviravoltas e que com certeza irá te fazer suspirar!


Título: Quando a Neve Cair

Autora: Cínthia Sampaio

Páginas: 322

Idioma: Português

Classificação Indicativa: +14

Editora: Sonho de Livro

ISBN: B08CGJPF6S


SINOPSE: Maria Luíza e Arthur eram um dos casais de Nova Aliança que todos esperavam ver subindo ao altar e vivendo uma vida plena e tradicional. Porém, quando Luíza foi chamada pela tia para morar em Paris enquanto estudava línguas, todo o relacionamento perfeito pareceu ruir. Do dia para a noite, Arthur lhe virou as costas e, de coração partido, Luíza foi viver seu sonho em Paris. Lá encontrou uma vida estável, mas infeliz, principalmente quando percebeu que os amigos que tinha em comum com Arthur também lhe deixaram de lado, incluindo Amanda, que considerava uma irmã. Agora Luíza precisa voltar para Nova Aliança, para as bodas de prata dos seus pais, e encarar finalmente todo o seu passado e a devastação que lhe causou, aceitando ou encerrando as histórias que ficaram pendentes. Será que o tempo foi capaz de curar todas as feridas, e a maturidade dos anos foi capaz de renovar o amor que um dia ela sentiu? Quais segredos a cidade esconde? O que acontece quando a neve cair?

Resenha: Regnaturi

     Olá, leitores! Tudo bem? A resenha de hoje é de um romance de época medieval, com direito a castelos, princesas e uma trama super calma e repleta de leveza.


Título: Regnaturi
Autora: Sandra Milani Moreira
Páginas: 342
Ano: 2018
Idioma: Português
Classificação Indicativa: +12
Editora: The Books
ISBN: B07TGBXKHS

SINOPSE: Poderá o amor ser mais forte do que a guerra? Um amor maior do que a vida. Uma vida maior do que convenções. Malena é uma Princesa que se torna Rainha após a terrível perda dos pais. Como primeira mulher a assumir o reino ela tem inúmeros desafios para enfrentar, entre eles, aprender a lutar com seu amigo de infância, Aron. Dessa relação surge um sentimento inesperado, mas nada será fácil no caminho dessa Rainha. Lutas, desavenças, desventuras, tragédias e saudades se entrelaçarão, fazendo com que Malena precise ser mais forte do que imaginava. Reinar não será fácil, e vencer as barreiras de ser quem é, também não! Deverá escolher um caminho a seguir: mudar sua vida ou honrar seus antepassados? A resposta para essa e outras perguntas, estará nesta emocionante aventura pela história de Regnaturi.

Resenha: Academia de Heroínas da Vida Real

     Olá, leitores! Tudo bem? No post de hoje irei apresentar a vocês uma antologia maravilhosa organizada pela Camila Pelegrini, acompanhada por autoras maravilhosas, que irá retratar a força das mulheres em nossa história.


Título: Academia de Heroínas da Vida Real

Organização: Camila Pelegrini

Páginas: 176

Ano: 2020

Idioma: Português

Classificação Indicativa: +12

Editora: Delirium

ISBN: 978-65-990650-7-1


SINOPSE: No dia a dia, na vida real, mulheres realizam feitos extraordinários o tempo todo, superam limites que antes pareciam intransponíveis, revelam-se poderosas em aspectos que nem mesmo a ficção parece capaz de conceber. De qual universo é essa academia de heroínas? O quê? É desse mesmo? Consumimos histórias fantásticas o tempo todo. Adoramos vislumbrar todas as possibilidades que poderes garantem aos nossos personagens favoritos. Controlar o tempo, voar, ficar invisível, ter força sobre-humana… É altamente improvável que você não tenha imaginado ao menos uma vez quais desafios enfrentaria se estivesse em tais posições. Mas o fato é que no dia a dia, na vida real, mulheres realizam feitos extraordinários o tempo todo, superando limites que parecem intransponíveis, revelando-se poderosas em aspectos que nem mesmo a ficção parece capaz de conceber. Os vilões das histórias são diversos: o machismo, a violência, a pobreza, a desigualdade, os preconceitos, as pressões, as imposições, as depreciações. As lutas são diárias, os resultados vêm de cada uma das batalhas que, tão comumente, se encontram nos detalhes. A guerra da vida real está nas entrelinhas, afinal. Nas histórias não contadas e nos inimigos não declarados, disfarçados de cotidiano, tradição e banalidades. Porém, não nessa antologia. Neste livro, temos manifestações de arte que são retratos de heroínas da vida real, cujos super poderes são tão extraordinários quanto a fibra e a resiliência que residem em estar vivo. Habilidades que qualquer uma de nós poderia carregar; desafios que todas nós poderíamos enfrentar. A vida é academia nesses enredos. E as super-heroínas são elas. São vocês. Inspiradas e inspiradoras. Tal qual cada uma de nós.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Anime: One Piece

     Olá, navegantes! Tudo certo? haha É nesse clima bem descontraído que hoje vim conversar com vocês sobre "One Piece", um mangá/anime muito conhecido entre os otakinhos por sua fama de ser uma história exageradamente longa!

 

   Confesso que desde MUITO tempo fujo desse anime por pura preguiça mesmo, tenho receio em ler sagas ou mangás, assistir séries ou animes muito extensos pelo simples fato de serem grandes. heh MAAAAAAS, a dona Netflix inseriu em seu catálogo a 1ª temporada e decidi me arriscar. Terminei agorinha e já corri aqui para deixar minha opinião geral sobre.

Imagem retirada da Netflix.

Resenha: Como Seduzir um Conde

     Olá, leitores! Tudo bem? Quem me acompanha nas redes sociais a mais tempo sabe que não sou fã de "romance de época", no entanto, a quarentena me deu tempo e disposição para conhecer esse gênero e nada melhor do que pela escrita de uma autora nacional né?


Título: Como Seduzir um Conde (Livro 1 da série Amores Indecentes)
Autora: Michaelly Amorim
Páginas: 189
Ano: 2017
Idioma: Português
Classificação Indicativa: +16
Editora: Freya
ISBN: B073VF6HJX

SINOPSE: Elizabeth cresceu em um lar amoroso e jurou casar-se apenas por amor, assim como seus pais. Um dia, ela encontra o diário de uma cortesã e, curiosa, começa a lê-lo. Completamente inocente na leitura, aprende alguns truques de sedução que nunca imaginou poder usá-los no futuro. Mas, ao ver-se obrigada a proteger a herança de seus irmãos, Elizabeth inicia um plano arriscado e que vai contra seus princípios. Ela decide seduzir um homem arisco e desconfiado, que acredita que todas as mulheres são interesseiras devido à traição de sua noiva: O Conde de Dorset.
sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Série: Emily em Paris

     Olá, leitores! Tudo bem? A dica de série de hoje vai realçar a beleza (ou não) da cidade mais romântica do mundo e a qual sou apaixonada: Paris!


Título:
Emily in Paris

Episódios: 9

Ano: 2020

Classificação: +14

Direção: Darren Star

Sinopse: Emily Cooper consegue o trabalho dos sonhos em Paris. Agora, ela precisa administrar a carreira, os amigos e o amor na Cidade Luz.


    Eis uma série que gerou polêmica entre os adoradores da Cidade Iluminada. "Emily in Paris" mostra o lado sombrio dos franceses, realçando sua falta de acolhimento, recepção e simpatia com quem não pertence ao seu país, tampouco sua cidade. Meu relato aqui pode não ter tanta força quanto o de alguém que mora lá e sente de perto a verdadeira Paris, mas ao assistir/ver os relatos de estrangeiros que moram lá e uma semana vivendo na Cidade Luz, posso afirmar que sim, a série não mentiu! A França não é um país que abraça seus turistas, muito menos recebe de braços abertos quem pretende morar lá.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Resenha: A Casa dos Pesadelos

     Olá, leitores! Tudo bem? Ainda no clima de Halloween, hoje irei compartilhar com vocês uma leitura perfeita para esse dia: Rápida, sombria e chocante! E o melhor: É nacional!


Título: A Casa dos Pesadelos

Autor: Marcos Debritto

Páginas: 144

Ano: 2018

Idioma: Português

Classificação Indicativa: +16

Editora: Faro Editorial

ISBN: 8595810095


SINOPSE: Dez anos depois de estar cara a cara com aquela assombração, Tiago finalmente concorda em voltar à mesma casa para visitar sua avó. Agora adolescente, ele pretende provar para si mesmo, que a terrível imagem que o aterrorizara nas madrugadas por tanto tempo, não passava de uma criação tenebrosa da infância. Mas, ao chegar no casarão, o jovem se depara com o misterioso quarto de seu falecido avô, agora mantido fechado, e tratado como espaço proibido. As restrições com relação ao aposento, as sensações e barulhos no meio da noite logo alimentam nele a suspeita de que algo terrível habita o local. Tomado por uma estranha coragem e desejo de ver-se finalmente livre do medo, tudo que o rapaz deseja é descobrir o que há por trás daquela porta. Então, o pesadelo toma novo impulso quando a figura sombria da infância mostra-se real novamente... mas, desta vez, ela quer atacar o seu irmão mais novo. Determinado a impedir que o caçula passe por terror semelhante, Tiago, mesmo apavorado, decide enfrentar a criatura. E o que descobre expõe terríveis segredos do passado que ninguém poderia imaginar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Indicação de leitura: Stephanie Sandim Reis

     Olá, leitores! Tudo bem? O intuito desde espaço é exaltar a cultura nacional e foi pensando nisso que hoje vim panfletar para vocês uma autora que- além de ser brasileira, reside na mesma cidade que eu: Stephanie Sandim Reis.


     Stephanie Sandim Reis nasceu em São Sebastião, mas sempre residiu em Caraguatatuba, ambas cidades do litoral norte de São Paulo. Escreve desde a adolescência, mas foi no início da juventude que se aventurou em antologias. Até a data desta postagem, a autora possui três contos publicados na Amazon (R$1,99 cada ou gratuitos pelo Kindle Unlimited) e um livro publicado pela editora Constelação, "Dama da Noite". Vamos conhecer um pouquinho de suas obras?


    "Se Me Perguntarem o que é o Amor", seu primeiro conto publicado na Amazon, é perfeito para quem quer uma leitura rápida, envolvente e impactante. 

    Em um dia chuvoso, uma jovem moça decide ir ao supermercado ao notar que já estava ficando sem mantimentos. Justamente no dia perfeito para ficar em casa! Ok. Ela pega seu guarda-chuva e vai encarar o trajeto de poças de lama. Em meio a luta com seu guarda-chuva que acaba a deixando ensopada, ela é amparada por um rapaz que aparentava ter a idade dela, muito bonito, e aceita o convite dele para esperar em seu apartamento que a chuva passasse... Contudo, ela não contava que esse rosto pra ela tão desconhecido, era alguém tão íntimo.

    Essa história foi uma grande surpresa! Por ser uma leitura super rápida, eu não imaginava que iria me impactar da forma como foi. Terminei a história tipo: AMADA????? É ISSO MESMO? 😂 E é um misto de emoções, pois a primeira coisa que você pensa ao vê-la aceitar entrar no apartamento de um estranho é: "TÁ DOIDA, LINDA?". haha ALERTA DE CORAÇÃO DESTRUÍDO AO FIM DA LEITURA!

sábado, 24 de outubro de 2020

Série: Bom Dia, Verônica

     Olá, pessoas! Tudo bem? Mantendo esse clima de semana de Halloween, trouxe hoje para vocês uma série na Netflix inspirada em um livro da editora Darkside Books que possui uma trama repleta de mistérios. O mais interessante nessa série/livro é que- além da pegada thriller- é uma obra/adaptação 100% nacional!


Título:
Bom Dia, Verônica

Episódios: 8

Ano: 2020

Classificação: +18

Direção: José Henrique Fonseca

SINOPSE: Depois de presenciar um suicídio, a policial Verônica Torres investiga a identidade e o motivo da vítima. Uma esposa aterrorizada esconde um segredo sinistro.


    Há 11 meses atrás eu estava iniciando a leitura do livro "Bom Dia, Verônica", cuja autora denominada "Andrea Killmore" era um verdadeiro mistério entre os leitores, pois ninguém sabia de quem se tratava. O livro, lançado no dia 30 de novembro de 2016 sempre foi muito bem falado entre os leitores, que aguardam ansiosos a continuação que promete se fechar em uma trilogia. Ano passado (2019) o mistério acabou na Bienal do Rio: Ilana Casoy e Raphael Montes revelaram ser autores da obra e que esta seria relançada com seus respectivos nomes como autores. Abalou as placas bookstônicas! haha A grande surpresa mesmo foi quando a dona Netflix anunciou a série! Eu mesma fiquei num misto de ansiedade e medo!

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Resenha + novidades: Quando a Noite Cai - A Profecia

     Olá, leitores! Como estão? Hoje vim compartilhar com vocês a leitura perfeita para o halloween! É uma história que pode ser lida em apenas um dia, é sangrenta e repleto de personagens que são a cara do mês mais macabro do ano!



Título:
Quando a Noite Cai - A Profecia
Autora: Alessandra Ribeiro de Abreu

Páginas: 88

Ano: 2020

Idioma: Português

Classificação Indicativa: +16

Editora: Lettre

ISBN: B086SF7RJ9

Disponível em físico no site da editora e em e-book na Amazon, gratuito no Kindle Unlimited.


SINOPSE: Quando a raça humana passa por uma nova evolução, as pessoas começam a se estranhar. Podem 3 raças pensantes coexistirem quando uma é a caça e a outra caçador? O mundo já não é mais o mesmo. A humanidade se desenvolveu geneticamente e, com isso, surgiram humanos com mutações semelhantes às de lobos. A estes, deram o nome de Lýkos: uma espécie de meio lobo, meio humano. Da evolução dos Lýkos, surgiram os Lýnk. No entanto, o caos se instaurou e para colocar ordem em tudo, eis que o governo cria um grupo denominados "Caçadores", que passam a proteger seus territórios. A descoberta de um Lýnk após a Guerra dos Tormentos provoca desdobramentos inimagináveis. Uma maldição e uma profecia foram lançadas. Um caçador solitário vive para vingar seu passado, percorrendo o solo desse planeta. Poderá Joe achar a fera que o atormenta há anos? Descubra lendo Quando a noite cai: A profecia.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Você escreve, é?

    Olá, leitores! Tudo bem? Quero compartilhar com vocês hoje um pouquinho sobre a minha trajetória no mundo da escrita. Como disse no post anterior (se não leu, vai lá! haha), a escrita caminha comigo desde que me alfabetizei, assim como a leitura. Criava histórias para divertir meus vizinhos e realizava, segundo minhas professoras, excelentes releituras.


    Costumo dizer que o primeiro passo para querer ser escritora MESMO foi aos doze anos, quando na aula de Língua Portuguesa o Profº Leandro (sim, me lembro do nome de cada professor que tive, hehe) propôs para a turma que em grupos criassem personagens com características físicas e psicológicas. Depois, em duplas, iríamos criar uma narrativa para esses personagens. Já fica a dica para os professores de português, que aula maravilhosa! História criada (que inclusive está postada aqui no blog, fiquei com dó de tirar do ar), não soube mais parar! Então separei um caderno para continuar escrevendo e mostrava para algumas amigas lerem, a recepção era maravilhosa e me deixava mais animada para criar.


    Como nem tudo é um mar de rosas... O auge da adolescência chegou e com ela meu medo de julgamentos que arrisco dizer durar até hoje. Pois é! Apesar de conseguir encarar isso de um jeito melhor hoje em dia, as vezes bate a ansiedade e não consigo nem abrir os comentários da última postagem que realizei! Sendo assim, passei a escrever só pra mim...

    Em 2012, já na faculdade, passei a escrever em sites de fanfic (lê-se Nyah Fanfiction e Spirit) e também neste blog onde vos falo! haha Algumas histórias arquivei porque né... Vergonha alheia existe! MAAAAAS outras resolvi deixar para mostrar que mar de rosas não existe e que graças a Deus evoluímos todos os dias. Caso queiram rir da minha cara, basta conferir os posts mais antigos!

Uma vez blogueira, sempre blogueira.

    Olá, leitores! Como estão? Hoje dou início a uma fase da minha vida que nunca deveria ter abandonado: O blog! Este em questão, usei até 2013 para postar alguns rascunhos da adolescência, agora pretendo dar utilidade a ele com um novo começo, postando não apenas sobre livros, mas falando sobre meu processo de escrita e outras coisas do universo geek em geral que adoro!

Eu, euzinha mesmo, e minha estante. ♥
    Leitora sou desde que me descobri alfabetizada, graças a professoras maravilhosas que tive no decorrer da minha vida escolar e o incentivo dos meus pais que- mesmo não sendo leitores- sempre estimularam para que minha irmã e eu fossemos (pena que a May não foi pra esse lado da força! haha).

     Apesar do talento que eu apresentava em redações escolares, o desejo de escrever veio mesmo no Ensino Médio, com projetos de incentivo a escrita realizado pelos professores. Acho que posso me considerar uma pessoa de sorte por ter estudados em escolas públicas boas né?
sexta-feira, 17 de maio de 2013

E mais uma história chega ao fim!

   Pois é turminha, mais uma história acabou, demorou... Mas finalmente consegui colocar em ordem meu tempo para conseguir postar nem que seja um capítulo por dia as histórias. Olha, vou te contar... Quando dizem que depois do primeiro semestre da faculdade as coisas melhoram: É mentira! Estou TOTALMENTE LOUCA com tudo, quanto mais eu faço, mais aparecem coisas para fazer, é incrível!
   De agora em diante, teremos histórias ineditas, que ninguém em particular leu (já que as histórias antes postadas, estavam escritas em cadernos e alguns amigos já haviam lido).
   Espero que as pessoas que tem visitado o blog estejam lendo as histórias! Sinto-me muito sozinha por aqui, na verdade, rs. Mas estou vendo que tem visitas, e pelo número que eu esperava, não são poucas. Que continue assim.
   Perguntaram-me se curto animes etc. Sim, eu gosto muito de animes e mangás e joguei muito RPG durante minha época na escola. Também curto rock, mas não tenho muita frescura para músicas, ouço o que acredito que seja bom e o que não é simplesmente descarto (o funk, por exemplo). Muito legal saber que tem gente que percebeu estes meus interesses apenas em ler as histórias, rs.
   Um grande beijo pessoal, e até a próxima!


Paixões Erradas - 5. Pra que se apaixonar?

   Estava um domingo chuvoso. Após a missa fiquei arrumando a casa a tarde inteira. Meus irmãos haviam ido viajar, o que significava que eu estaria sozinho em casa até amanhã.
   Quando avistei Winry passando pela varanda vestida com uma calça jeans justa e uma blusa regata amarela, não pude conter o sorriso. Os cabelos estavam soltos, eram longos. Ela coçava o braço esquerdo, chegando de mansinho, talvez por estar com vergonha.
   - Tem alguém em casa?
   - Nada além de mim.
   Sorriu. E eu sabia que Winry Rockbell era a mulher que eu queria ter pelo resto da vida ao meu lado.
   - Arrumei a varanda para observarmos as estrelas quando terminar de anoitecer, fique a vontade, hoje a casa também é sua. - terminei com uma breve risada, tentando confortá-la.
   - Oh, sinto-me honrada. - ela também riu.
   - Irei buscar os biscoitos e o chocolate.
   Antes de perdê-la de vista, vi-a sentando-se na cadeira de balanço e olhar o pôr-do-sol. Não demorei a voltar com o lanche e posicioná-lo na mesinha em frente a nós dois.
   Conversamos sobre nosso projeto de ciências, sobre os amigos dela e sobre os meus. Também falamos de rotina, o que gostamos de fazer e até mencionamos o que não gostamos.
   - Você gosta de alguém, Edgar?
   - Como assim? - fiquei surpreso com a mudança repentina de assunto.
   - Gostar... De querer estar junto, trocar carícias... Coisas assim.
   - E-eu...
   - Quanta bobagem. - abaixou a cabeça, abrindo um sorriso ao canto dos lábios. - Desculpe.
   - Não, Winry. Está tudo bem. Responda-me você, gosta de alguém?
   - Você. - ela olhava diretamente para o chão.
   - Quê? - arregalei os olhos.
   - Só não sabia como me aproximar. Então quando o professor formou as duplas, tive a certeza de que você é mesmo o cara legal que eu imaginava, e que talvez o destino tenha preparado isso para nós, mas então notei seu interesse pela Isabella Motosowa...
   Isa. Isabella. Isabella Motosowa.
   - Realmente, gostei muito dela. Por muito tempo. Tempo demais.
   Abaixei a cabeça, ficando pensativo. Isa fez parte da minha vida por muitos anos, praticamente crescemos juntos, meu amor platônico era estilo ao de Peter Park com Mary Jane no Spider-man. Só que no fim, eles tiveram um romance, ao contrário de Isa e eu. Mas agora... Era diferente. Finalmente encontrei alguém que quebrou toda essa magia, que me fez refletir sobre se realmente eu amo Isabella Motosowa.
   Enquanto eu pensava, Winry tomou um gole do chocolate quente e levantou-se.
   - Estava muito bom, mas acho melhor eu ir andando.
   Vi-a saindo da varanda, fui atrás dela.
   - Winry!
   Ela parou, mas não olhou para mim.
   Dali em diante não sei o que aconteceu comigo, simplesmente a abracei pelas costas, aconchegando-a em meu casaco preto. Conforme a noite caía, o tempo ia esfriando. Ficamos um tempo ali, abraçados daquela maneira. Winry se virou, encarando-me.
   - Muito tentador, senhor Elric. Acho que posso ficar mais alguns minutinhos.
   - Ou algumas horas. - sorri.
   Apoiou a mão direita em meu rosto, acariciando.
   - A vida toda se você permitir.
   Beijei-a. Não me perguntem de onde tirei essa coragem toda, apenas aconteceu! Seus lábios estavam frios e trêmulos - assim como seu corpo que colava ao meu - , e vinham de encontro ao meu desesperadamente.

⋆⋆⋆

   Dias passaram, e meu relacionamento com Dérick, Botan e Isa tornou-se ainda mais forte. Éramos mesmo amigos para a vida toda. Não existiam mais segredos ou mentiras entre nós, pelo menos eu acreditava nisso.
   Como um bom cientista que gostaria de ser, comecei a trabalhar em uma maneira de fazer Dérick dormir. Após muito tempo estudando o caso, conseguimos criar um sonífero especialmente para ele, capaz de fazê-lo dormir por umas quatro horas seguidas. Assim, seu disfarce seria mais garantido em algum acampamento escolar. Senti muito orgulho de mim mesmo.
   Uma garota da nossa classe, Carolina Damashite, mais conhecida como Carol, não parava de trocar olhares com Dérick. Não fiquei surpreso quando Dérick ligou pra mim e contou que estavam namorando. Isa começou a namorar Killer, um garoto estranho que entrou em nossa turma. Mais tarde, Dérick e eu descobrimos que ele é um vampiro, mas assim como Dérick, sabe se controlar. Botan também conseguiu um namorado, Jonas. Um moreno esportista, muito legal.
   Apesar dos meus antigos sentimentos pela Isa, descobri que a amei, ainda amo. Porém, não consigo mais imaginá-la ao meu lado. Isabella Motosowa é totalmente diferente de mim, pertence a um mundo contrário, e é apenas a minha melhor amiga. Sempre foi assim, e nunca vai mudar. Eu apenas precisava de alguém que me mostrasse essa realidade, que me fizesse acordar para a vida! E Winry Rockbell mostrou-me as respostas.
   Pra que piorar? Você tem as armas em suas mãos, lute por aquilo que você quer. Pra que se entregar? Se você tem um objetivo, não é a distância que vai fazer você desistir. Pra que se precipitar? Todas as atitudes devem ser pensadas, calculadas. Precipitar-se com algo pode colocar tudo a perder. Pra que se alterar? Existem momentos sim, que parece que estamos perdendo tempo e que nada vai dar certo, mas isso são apenas momentos, e momentos passam! Pra que se apaixonar? (...) Posso dizer que, para esta pergunta, não há resposta. Simplesmente acontece.
   Tenho pessoas ao meu redor maravilhosas! Dérick Blood, o garoto misterioso e meu melhor amigo. Isabella Motosowa, um sonho de garota e minha melhor amiga. Botan Minamino, cheia de caprichos, porém um doce de garota. E acreditava não precisar de mais ninguém, mas eu estava cegamente enganado... Faltava uma figurinha para completar o álbum, aquela tão esperada... Winry Rockbell, minha namorada.
quinta-feira, 16 de maio de 2013

Paixões Erradas - 4. Pra que se alterar?

Depois daquela noite com Dérick, vivíamos mais grudados que o normal, Isa e Botan tentavam compreender essa mudança repentina de ambos, mas não havia explicação: Estávamos destinados a ser melhores amigos.
    Resolvemos, dias depois, ir acampar. Isa, Botan, Dérick e eu. Iria ser no sábado, em uma praia local. Ficamos a semana inteira planejando todos os detalhes, muito animados.
   Na aula de ciências, o professor resolveu formar duplas para as experiências que seriam realizadas. Infelizmente, não formei dupla com o Dérick. Para o meu azar, o professor quem escolheu as duplas, e digamos que eu nunca fui muito sociável, ainda mais com... Uma menina! Loira dos olhos azuis, que garota linda. A presença dela nunca havia significado nada até eu realmente olhar para ela. Engoli em seco quando a vi sentar ao meu lado, com um gentil sorriso nos lábios... E que lábios!
   - Oi, Edgar.
   Estava surpreendido, não consegui responder. Ela é a primeira garota que mexeu comigo depois de Isabella Motosowa.
   - Somos da mesma sala e nunca nos falamos, mas sempre soube seu nome... - prosseguiu. - Te acho muito inteligente, sabia?
   - O-obrigado. - droga, eu estava gaguejando!
   - Ah sim, sou Winry Rockbell.
   - E-Edgar Elric.
   - Já sabia. - sorriu.
   Estava parecendo um babaca, o que foi aquilo tudo? Passei o dia todo imaginando aqueles olhos azuis penetrantes nos meus que eram tão simples e sem graça. Não podia apaixonar-me por ela, Winry é tão bonita que jamais notaria um cara estranho como eu.
   Na aula seguinte, consegui conversar com ela sobre átomos e moléculas, ela me olhava como se eu fosse o cara mais inteligente do mundo, uma espécie de Albert Einstein em miniatura.
   - Você é impressionante, Edgar.
   - Impressionante!? - fiquei surpreso.
   - Sim. Inteligente, atencioso... E muito bonito também. É impossível que não tenha uma namorada ou alguém que goste de você.
   - Ma-magina... - comecei a ficar nervoso como na aula passada, que vacilo! - Só você acha isso, sou um co-completo pa-pateta. - respirei fundo, tentando manter a calma. - Se alguém gosta de mim, certamente nunca demonstrou.
   - Talvez tenha medo de se declarar, por você ser assim tão fechado com o mundo.
   Assim que anoiteceu, Dérick apareceu em casa. Contei com detalhes o que aconteceu na aula entre Winry e eu.
   - Acho que ela quer te beijar.
   - Fale sério, Dérick.
   Ele riu, eu bufei.
   - Estou falando sério. - cessou o riso. - Ela está jogando indiretas para ver como você reage a este tipo de assunto, se eu fosse você investia... Por que não a convida para sair?
   - Tá maluco!? E sair para onde? Não sou bom com essas coisas.
   - Convide-a para o acampamento, oras. Hoje ainda é quinta-feira, acredito que dê tempo de ela colocar tudo em ordem sexta à noite.
   Nunca tremi tanto na minha vida! Nem quando Isa abraçou-me pela primeira vez. Winry estava radiante com seus cabelos louros presos em um rabo de cavalo, usava uma blusa regata azul, comportada. Havia nos lábios um pequeno tom de batom rosa, nada além disso, ela era perfeita naturalmente, como veio ao mundo, sem tirar nem por. Engoli em seco, sentando-me rapidamente ao lado dela.
   - Winry...
   - Sempre pontual, Edgar.
   Que sorriso é este! Como pode ser tão linda?
   - É... Winry... G-Gostaria de te pe-per-perguntar uma c-coisa... - lá estava eu com a gagueira, parecendo um completo idiota.
   - O quê? - ela parecia muito interessada.
   Respirei profundamente, tentando me acalmar.
   - Gostaria de ir acampar neste sábado?
   - Uau, que bacana. Onde? Com quem?
   - Na praia local... Comigo.
   - Com você?
   Arregalei os olhos, mas que sacana!
   - E com o Dérick, a Isa e uma outra amiga nossa, Botan.
   Ela sorriu pelo canto dos lábios.
   - Agradeço o convite, Edgar. Porém neste sábado irei para a casa do meu pai, bom... Pais separados dá nisso... - ela baixou a cabeça, um pouco sem graça. - Mas passo na sua casa domingo a noite para tomarmos um chocolate quente. - voltou a olhar para mim, com um sorriso maravilhoso. - Pode ser?
   - Irei adorar.

⋆⋆⋆

   Sábado. Chegamos na praia por volta das cinco horas da tarde, montamos a barraca e organizamos a fogueira. Isa estava tão feliz... Sentia-me muito bem vendo ela daquela maneira, tão sorridente. Sentamos ao redor da fogueira quando a noite terminou de cair.
   - Parece um sonho. - comentou Isa. - É a primeira vez que venho acampar.
   - Pra tudo tem-se a primeira vez né amiga!
   Todos rimos, Botan era uma graça.
   - Pessoal, - comecei. - vamos aproveitar este momento especial e fazer uma promessa?
   Todos me olhavam, intrigados. Como ninguém se manifestou, decidi prosseguir:
   - Somos tão unidos, tão ligados um ao outro... Que parece que nos conhecemos a bilhões de anos... - olhei para o Dérick, abrindo um grande sorriso antes de prosseguir. - A promessa é de termos total confiança um no outro, sem segredos, sem mentiras, com sinceridade... Não estou querendo dizer que não somos assim, mas vamos firmar isto.
   - Isso é meio gay, não acha? - comentou Botan.
   - Ah, Botan! - começou Isa. - Achei isso lindo. Concordo em fazer essa promessa.
   - Também. - comentou Dérick.
   Peguei quatro bolachas, entregando uma para cada um e segurando uma na mão esquerda.
   - Eu, Edgar Elric, prometo que Botan Minamino, Isabella Motosowa e Botan Minamino serão meus amigos pelo restante da minha vida.
   Comi a bolacha e aguardei a reação de um deles, Isa adiantou-se.
   - Eu, Isabella Motosowa, prometo que Edgar Elric, Dérick Blood e Botan Minamino serão sempre meus amigos, pelo resto da vida.
   Todos fizeram a promessa, até mesmo Dérick. Aquela noite ficou marcada na minha vida para sempre.
quarta-feira, 15 de maio de 2013

Paixões Erradas - 3. Pra que se precipitar?

   Nossa, quando a Isa disse que apenas uma "coisinha" iria mudar, pensei que fosse algo pequeno como a palavra demonstrava. Mas não. O que Isa quis dizer exatamente foi: Dérick e Botan Minamino iriam fazer parte de nossas vidas agora em diante.
   Mas que horror! Um nerd, uma garota bonita, um cara metido a estranho e uma garota mais estranha ainda. Que tipo de grupo de amigos Isabella estava querendo formar? É ridículo, não darei uma semana até que isso se desfaça. Dérick e eu não nos suportamos e nunca vamos ser amigos! Pelo menos foi o que pensei...
   Com o passar do tempo, Dérick e eu começamos a ser bons amigos, bem... Amigos até demais. Perto de seu aniversário, fiz um convite o qual impressionou Isa: Convidei-o para dormir em minha casa. Tudo bem, ele topou, mas avisou-me que não dorme de noite. Concordei com a cabeça e disse que aguento virar a noite acordado e ficar super bem no dia seguinte.
   Chegada a noite, arrumei meu quarto com muitas almofadas por cima do colchão que estava no chão para que ele ficasse confortável. Assim que ele chegou fui jantar, ofereci - como de costume -, mas ele usou a tradicional desculpa: "Acabei de jantar".
   Após isso fomos para o quarto, começamos a conversar. Papo vai, papo vem... E o camarada começou com uma história que me deixou assustado:
   - Se eu te contar um segredo, você me promete que nunca, em momento algum, contará para alguém?
   - Credo cara, o que está aconteceu? Somos amigos, Dérick. Confie em mim.
   - Fico muito feliz em saber que agora você é meu amigo, e posso confiar em você. É gratificante saber que conquistei sua amizade.
   - Tá, tá... Agora conte-me logo o que está pegando.
   Dérick respirou fundo, ficando um tanto tenso.
   - Sou um vampiro.
   - V... Vampiro?
   - É, vampiro.
   - Aí você acordou né?
   Segurei o riso, ele só pode estar fazendo uma brincadeira comigo, como naquelas pegadinhas da televisão, vamos lá: Onde estão as câmeras?
   - Dérick... Na boa... Tudo bem que você é um cara estranho, mas não precisa fazer isso para chamar a atenção! Vampiros não existem.
   - Edgar, nunca falei tão sério em toda minha vida... Sou realmente um vampiro! Meus olhos são um de cada cor naturalmente, ou acha que estou com lentes de contato? Um ainda está vermelho porque estou adaptando-me a não sugar mais sangue humano. Minha pele é fria. Você pode não ter percebido, mas a Isa sim. E ela está totalmente desconfiada.
   - Ainda sim acho que é uma pegadinha.
   - Então me toque.
   - Hm... Irei te machucar.
   - Quê?
   - Vampiros tem recomposição rápida, um corte em seu braço não será nada... Ou está blefando?
   - Vai fundo.
   Peguei uma faca de prata na cozinha bem silenciosamente para que meus irmãos não acordassem, ainda não acreditava no que Dérick estava falando, quanta bobeira! Não iria fazer um corte fundo, machucá-lo iria fazer Isa pensar que brigamos. Retornei ao quarto e aproximei-me dele, um pouco trêmulo. Segurei no braço dele, parecia que estava morto! É incrível como deixei passar tantos detalhes. Isso me deixou ainda mais trêmulo, aquilo não podia ser verdade.
   - Está com medo, Edgar?
   - Mas é claro que não!
   Estava sim, eu estava com muito medo, mas é óbvio que não iria admitir. Dérick segurou minha mão e atirou a faca contra sua barriga, perfurando-a. Tentei soltar a faca, mas Dérick segurava-me com força.
   - Isso é loucura! Pare com isso.
   - Você precisa acreditar agora.
   Não demorou muito para ele permitir que eu puxasse a faca, jogando-a em seguida no chão cheia de sangue. Dérick levantou a camisa branca que usava e mostrou sua barriga, intacta.
   Meu olhar fixou-se naquilo: o cara não sentiu nem um pingo de dor! Isso é masoquismo. A faca estava com sangue, mas onde está o ferimento?
   - Dérick... Sinistro! Onde aprendeu essa mágica? Muito boa.
   - Edgar! Não é mágica. Vampiros existem, eu sou um. Não bastou a prova? Quer que eu prove de outra maneira?
   - Calma! Não quero mais fazer papel de assassino. É que... Cara, isso está muito estranho. É difícil acreditar que o meu melhor amigo é um vampiro.
   Ele olhou-me friamente como no dia da praça, senti meus pelos arrepiarem dos pés a cabeça com um grande calafrio. O outro olho dele, negros como a noite, agora começava a ficar em um tom avermelhado e seus caninos tomaram forma: maiores do que de uma pantera. Agora sim era bem fácil de acreditar.
   - E agora, acredita que sou um vampiro, Edgar?
   - Caramba, você é mesmo um vampiro! Que assustador.
   - Agora sim.
   Voltou ao normal, mas eu ainda estava perplexo.
   - Diga-me, quantos anos você realmente tem?
   - Cento e cinquenta, sou novo ainda.
   - Agora é certo: você é o cara mais velho que a Isa já beijou.
   - Falando nela, não se esqueça de que isso é um segredo nosso, não conte a ninguém!
terça-feira, 14 de maio de 2013

Paixões Erradas - 2. Pra que se entregar?

   Fiquei na praça, sentado. Não queria ir para casa, não queria comer, nada. Fiquei apenas sentado no banco da praça pensando em como tudo começou a se perder no espaço.
   - Edgar...
   Era ele, justamente ele.
   - O que você quer, Dérick?
   - Conversar, mas quero conversar mesmo, sem que você fuja ou seja violento com as palavras.
   - Conversar o quê?
   - Sobre a Isa.
   - Não quero falar sobre ela.
   - Não precisa falar, apenas me escute, tudo bem?
   Sentou-se ao meu lado esquerdo, olhando para um canto qualquer, sequer esforcei-me para observá-lo.
   - Gosto muito da Isa, tanto quanto você. Sua atitude precipitada de declaração e julgamento não foi legal.
   - Ah, então ela já encontrou um substituto Edgar, perfeito.
   - Edgar...
   Fiquei quieto, ele prosseguiu.
   - Como lhe disse, você é o anjo dela. Sem você, ela torna-se fraca, frágil, vulnerável... Não funciona! Agora ela está em casa, jogada na cama e chorando. Uma amiga que tenho de confiança está tentando consolá-la, mas como já disse, apenas você tem esse dom. É de você que a Isa precisa. Nós rompemos o que tínhamos. Ela não gostou do que fiz e entendo perfeitamente, não vou julgá-la, mas por favor, vá ajudá-la.
   - Terminou seu discurso?
   Ele me olhou, friamente. O silêncio tomou conta do local, não demorou muito e Dérick levantou-se, sem dizer uma só palavra, e foi embora.
   Comecei a refletir, coitada da Isa! Ela sempre apoiou-se em mim para tudo e já ficou bem claro que ela não disse para o Dérick falar nada pra mim. O melhor é ir desculpar-se com ela, e foi isso mesmo que fui fazer.
   Bati na porta da casa dela, uma garota de cabelos azuis e olhos vermelhos, toda vestida de rosa, atendeu a porta:
   - Sim!?
   - Como está a Isa?
   - Edgar?
   - Sim, o próprio.
   - Entre, ela está no quarto.
   Dirigi-me em direção ao quarto, abri a porta e quem encontrei? Dérick! Que garoto chato...
   - Fique à vontade. - ele me disse.
   - Isa! - nem dei ouvidos as palavras dele, minha preocupação era com a minha garota favorita.
   Ela me olhou, com aqueles olhos castanhos todos vermelhos ao redor de tanto chorar, aquilo realmente me deixou com muita compaixão.
   - Ed. - pulou da cama, abraçando-me. - Por favor, não faça mais isso!
   Dérick saiu do quarto no momento em que retribui o abraço de Isa. Ah, fiquei com uma imensa vontade de chorar ao vê-la tão desesperada daquela maneira, mas segurei-me o máximo que consegui, não iria fazer bem para ela mais uma pessoa chorando.
   - Perdoe-me, Isa.
   - Edgar, tudo bem. A última coisa que poderia pedir é o seu perdão. Só posso te pedir uma coisa: Não fique longe de mim, por favor.
   - Está bem, Isa. Te prometo que sempre estarei ao seu lado, haja o que houver.
   Ficamos mais de uma hora juntos, abraçados. Parecia um sonho. O tempo correu tão rapidamente... É realmente verdade quando dizem que sonhos acabam rápido demais, porque o meu não foi uma excessão.
   - Isa...
   A garota de cabelos azuis entrou, Isa soltou-me e sentou na cama, eu continuei de pé.
   - Aconteceu algo, Botan?
   - Na verdade é apenas seu vizinho, Alphonse. Ele pediu para perguntar se o irmão dele está aqui.
   E o meu irmão mais velho foi o destruidor do meu contos de fada.
   - É o meu irmão. - disse. - Por favor, diga a ele que já estou indo, moça.
   - Botan Minamino.
   - Ah, claro.
   Um nome estranho para uma garota mais estranha ainda, muito tentador.
   - É melhor você ir, Edgar. Conhecemos bem o Al, logo ele começa com suas encrenquices, mania de irmão mais velho.
   - Estou bem ciente disso. Conversaremos amanhã então, correto? Vida normal, recomece!
   - Só tem uma coisinha que vai mudar um pouco, Ed...
   - E o que seria?
sábado, 2 de fevereiro de 2013

Paixões Erradas - 1. Pra que piorar?

 Desde que me conheço por humano moro no Brasil. Sou de uma cidadezinha de São Paulo que fica no litoral.
   Sou Edgar, atualmente tenho quinze anos. Pertenço à família Elric, cujos filhos seguem a tradição de alquimias. Sou loiro, um tanto alto e meio gordinho, olhos negros e cabelos longos.
   A história que vou contar inicia-se há alguns anos atrás. Desde pequeno eu sou vizinho da garota mais bonita que já conheci: Isabella Motosowa.
   Ah! Desde quando nascemos fomos feitos um para o outro! Ela tem os cabelos e olhos castanhos mais lindos que já vi, e o corpo daquela garota... Quanto mais ela crescia, mais fascinante ficava. Isabella era meu sonho.
   Somos melhores amigos, desde então. Uma vez ela quase beijou meus lábios, mas na mesma hora a mãe dela nos chamou. Tinha treze anos.
   Toda a derrota começou agora! Os pais de Isabella morreram e seu irmão mais velho, Hideki, voltou do Japão para cuidar dos irmãos.
   Isabella quase entrou em depressão, estive ao lado dela o tempo todo para ajudá-la a superar tudo, estava tão perto de ter chances com ela... Até aquele dia chegar. O maldito dia em que entrou um garoto novo no colégio.  
   Dérick. Bonito, inteligente, estilo romântico, engraçadinho e cheio de mistérios. O tipo que as garotas adoram. E com Isabella não foi diferente, achou o garoto encantador. Pra mim ele era o cara mais estranho da face da Terra! Dérick tem um olho preto e outro vermelho, cabelos negros e vestia somente roupas em tons escuros. Sinistro! Pra mim, ele usava lentes de contato.
   Dérick se fazia de difícil, pontos positivos pra mim até que o dia em que ele virou amigo íntimo de Isabella. Ah, agora sim ele pediu por briga!
   Um dia, na sala de aula, puxei assunto com ele:
   - Nossa, estudamos juntos desde o início do ano e nunca nos falamos!
   Apenas virou-se, olhando-me.
   - Sou Edgar Elric. - Estendi a mão, ele não demorou a apertar ao mesmo tempo que abriu um sorriso,  que nojo!
   - Sou Dérick Blood. Você é amigo da Isa, certo? Nossa! Ela me fala super bem de você, fico feliz em finalmente conhecê-lo.
   - Sério? - Pareci irônico. Mas que cara! Nem me conhece e já vai falando da Isabella e... Isa!? Que intimidade é essa?
   - Sim, ela fala que você é o “Anjo da Guarda”, o melhor amigo dela, quase um irmão! Isa gosta muito de você, isso até me deixa com um pouco de inveja e ciúmes... Mas não me leve a mal...
   Fiquei triste com as palavras de Dérick.
   - Err... Você e a Isa estão... Err... Namorando? - Estremeci.
   -Não, por enquanto estamos apenas trocando uns beijos. Ela disse que não quer compromisso, sabe como é... Você a conhece melhor do que eu, portanto, a entende bem melhor.
   - É...
   Lágrimas começaram a correr pela minha face, mas não permiti deixá-lo ver. Então Isabella estava “ficando” com aquele cara estranho!? Está na cara que ele quer namorá-la, mas a mesma não quer compromisso? Droga! Corri pelo corredor vazio do colégio, não sabia o que fazer ou pensar! Até esbarrar em alguém.
   - Edgar?
   Isabella!
   - O que foi Isa?
   - O que houve, por que está chorando?
   - Nada... Nada...
   - A aula acabou, vamos embora e no meio do caminho você me conta o que aconteceu.
   - Não vou embora com você.
   - Quê?
   - Nunca mais vou embora com você, Isabella Motosowa.
   - Edgar, por que está dizendo isso? Você está bem?
   Chorei ainda mais, agora com raiva.
   - Não, eu não estou bem! Isa, meu Deus, você por acaso quer acabar com o que resta de mim? Com o que resta do meu coração?
   - Edgar, o que está acontecendo, me explique!
   - Dérick! Isa, você sabe que desde pequeno sou perdidamente apaixonado por você. Precisava pedir para sua “amizade colorida”  me contar sobre vocês e falar sobre mim à ele?
   - Você gosta de mim? Edgar...
   - O que foi?
   - Eu jamais pediria para o Dérick lhe dizer algo, ele sequer deveria ter comentado algo deste tipo contigo. Você mais do que ninguém deveria saber que eu não sou assim, Edgar. Se tenho que contar algo a alguém,  vou eu mesma. E quer saber de uma coisa? Sinto um sentimento lindo por você, mas sei que não é o que você queria que eu sentisse! E se isso não for o suficiente... Então não podemos mais ser amigos.
   Ela retirou-se em passos firmes. Isabella sempre se faz de forte, mas eu sei que ela foi procurar um novo ombro para chorar.

Paixões Erradas


           Está é uma história baseada em meu personagem do RPG Card: Edgar Elric.
Os devidos créditos de personagens aos seus determinados animes. Como citei acima, eram personagens de um RPG, porém não deixam de ser criados por um determinado autor. Devidos créditos principalmente a Hiromu Arakawa, criadora de Fullmetal Alchemist que sou super fã e também ao Yoshihiro Togashi, criador de Yuyu Hakusho, anime super épico!
Não se esqueçam que os comentários poderão ser feitos apenas neste post.
Músicas em que me inspirei:



quarta-feira, 25 de julho de 2012

A Sombra na Luz - Cap. 9: Anja da Luz.

   No outro dia, na aula de matemática, a professora Mizuho elogiou-me. Pela primeira vez senti confiança nela.
   Japheth se juntou com Shem e Temari, agora elas são amigas inseparáveis. Yuy e Naru terminaram depois de uma briga feia, não sei o motivo, Barton não quis me contar.
   Nunca descobri afinal como Maxuell sabia o que estava ocorrendo na casa de Hamu e o porquê dele ter me salvado.
   Sakura e eu passamos a ser mais unidas e fomos morar com nosso pai.


⋆⋆⋆

   - Ah, mamãe... Obrigada por ter me falado para fazer sempre o bem.
   - Por quê? Por acaso você ia fazer o mal, Osora?
   Barton, sempre Barton. Aparecendo nas horas erradas.
   - Barton... Eu poderia ter feito o bem ou o mal, não importando qual fosse o certo.
   - Ainda bem que sua mãe lhe ensinou a ser boazinha não é Chocolate?
   - Não sou Chocolate, Barton.
   - Tá bom, minha anja.
   - Barton, por que você...

   Voltei meu olhar para Barton que me entrelaçou com seus braços e me deu um beijo apaixonado. Um beijo eterno.

A Sombra na Luz - Cap. 8: Descobrindo as Verdades.

   Barton retirou-se do quarto com um olhar triste. Yuy sentou-se numa cadeira ao lado de minha cama.
   - Então você tem poderes especiais e nunca me contou.
   - Descobri há pouco tempo.
   - Me orgulho de você por ter salvado Shem, foi um ato heroico.
   - Só fiz o que meu coração mandou.
   - Obedece a seu coração sempre?
   - Nunca erro quando penso por ele.
   - E o que ele está lhe dizendo agora?

   Yuy aproximava-se de mim mais e mais. Parei um instante para pensar e respondi:
   - Meu coração diz que é melhor eu esquecer o passado e viver o futuro, nunca olhando para trás.
   - E... Isso é bom?
   - Yuy, vai embora, vai se encontrar com a Naru, ela te ama muito, mais do que um dia eu te amei.
   - Mas, Osora...
   - Não perca mais seu tempo aqui, Yuy. Naru é o seu futuro e eu sou o seu passado.

   Ele olhou-me friamente e saiu sem dizer nada. Meu pai entrou assim que Yuy se foi.
   Nós conversamos um pouco, nos abraçamos e choramos logo depois ele me levou para a casa.
   Sakura recebeu-me muito feliz e de braços abertos ao me ver chegar em casa. Nunca me senti tão viva.

A Sombra na Luz - Cap. 7: Salvando Shem.

   - Socorro!
   Escutei bem, é a voz de Shem, desci uma pequena porta que havia no chão da sala de estar abaixo de um lindo tapete vermelho.
   E ali estava Shem, no porão, toda amarrada por cipós duríssimos.
   - Calma, Shem! Sou eu, Osora, vim te salvar.
   - Osora, a Hamu ficou louca...
   - Conversamos depois, agora temos que sair daqui.
   Estávamos saindo do porão, quando Hamu apareceu e me jogou contra a parede.
   Ela começou a me enforcar. Estava morrendo sufocada quando ouço o grito de Shem dizendo: “Isso, mate ela.”, sinto Hamu me soltando e desmaio.


⋆⋆⋆

   - Você está bem, Garota Chocolate?
   Barton e suas palhaçadas, até em uma situação de crise ele fala algo patético.
   - Estou bem, mas... Onde está Shem? E a Hamu? O que houve?
   - Ei, calma! Uma coisa de cada vez. Shem está bem, teve ferimentos leves. Nesse horário ela deve estar no shopping fazendo compras. Hamu foi para uma clínica psiquiatra, o pai dela lhe agradeceu mandando flores.
   - Ah, mas... Como sabe o que aconteceu, Barton?
   - Isso foi fácil, Maxuell me contou.
   - Maxuell?
   - É.
   - Maxuell Duo?
   - Ele mesmo, sua maluca!
   Meu pequeno coração gelou naquele momento. Max, sabendo de uma história que tinha eu no meio?
   - Barton, então você sabe dizer como desmaiei?
   - Sim, você estava sendo enforcada por Hamu, estava quase morrendo quando Max chegou e pegou a Hamu por trás, Shem gritou e você desmaiou quase morta.
   - E depois?
   - A polícia chegou, mandaram Shem, Max e Hamu para a delegacia e mandaram você para cá.
   - E como você veio parar aqui?

   - Simples, encontrei-me com Max na rua quando ele vinha embora da delegacia. Ele me contou tudo então fui chamar o Yuy para vir comigo e...
   - Você disse Yuy?
   - Sim, o próprio Yuy Heero, seu ex.

   Alguém bate na porta, Barton permite entrar, Yuy entra com cara de quem perdeu noites de sono preocupado comigo, mas estava surpresa demais para ter qualquer outra reação.
   - Yuy!
   - Oi heroína do ano.
– ele me respondeu, sorrindo.

A Sombra na Luz - Cap. 6: A Caminho da Casa de Hamu (voltando a ser narrado por Osora).

   Ligaram da escola em minha casa. Contaram para Sakura que deixei o diretor falando sozinho e inventaram que Barton e eu havíamos o agredido. Sakura ligou para papai e o mesmo disse que viria nos visitar para conversar comigo.
   Eu estava fazendo lição de casa quando veio em minha mente a imagem de Shem pedindo socorro para escapar de Hamu que estava tentanto matá-la.
   Aquilo não queria sair de minha cabeça, decidi então ir até a casa de Hamu, para ver se estava tudo bem.
   Cheguei lá, bati na porta.
   - Quem é? – dizia-me Hamu, espionando-me pelo buraquinho da fechadura.
   - Sou eu, Osora. Hamu abra a porta!
   - O que você quer Osora?
   - Ver se está tudo bem aí.
   - E por que não estaria?
   - Hamu, abra esta porta.
   - Não quero.
   - Por quê?
   - Não importa a você, vai embora Osora.
   - Não vai abrir, é?
   - Não!
   Meus olhos ficaram brancos, tudo o que estava em minha volta começou a estremecer. Apontei minha mão em direção a porta que, com uma luz imensa, foi chão abaixo.
   Hamu ficou boquiaberta com o que tinha visto e, logo em seguida, me prendeu com alguns cipós.
   - Você não vai entrar, Osora. Pelo menos não enquanto não pagar pela porta.
   - Eu pago, pode deixar, mas só depois de eu encontrar a Shem e salvá-la.
   - E por qual circunstância você acha que Shem estaria aqui?
   - Não interessa, sei que ela está em algum lugar escuro de sua casa, talvez um porão.
   - Hum... Veio atrás dela, é? Pois então morra com ela, Srtª Hiyo.
   Começou a me enforcar com cipós.
   Meus olhos começaram a ficar vermelhos quando, de repente, fiz Hamu ficar paralisada.
   Aproveitei a situação e escapei de seus cipós desgraçados e fui à procura do porão.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Sombra Na Luz - Cap. 5: A Vilã (narrado por Hamu).

   Poder de controlar as plantas. Legal. Minha família herdou este poder desde épocas passadas. Dizem que a família Shister existe há anos com este dom.
   Meu poder ainda está em fase de crescimento, mas já é o bastante para eu matar alguém.
   O grande alvo será Shem Smith. Eu não aguento mais esse jeito irônico dela de ser e por isso vou acabar com a vida dela.

⋆⋆⋆

   - Oi Shem, aqui é a Hamu.
   - Ah, Hamu, diga...
   - Quer dar uma volta no shopping hoje? Estou precisando de roupas novas e como eu não tenho boa escolha pensei que você pudesse me ajudar. Então, você topa?
   - Claro, amo ir ao shopping. Encontro-te que horas lá?
   - Você não poderia vir em casa para irmos juntas daqui?
   - Tudo bem, que horas?
   - Quinze horas.
   - Está bom, te encontro aí. Tchau!
   - Tchau...

⋆⋆⋆

   A campainha de minha casa tocou. Era Shem que havia chegado.
   - Entre! – disse eu, sorrindo.
   Ela entrou. Como não havia ninguém em minha casa, pois todos estavam de viagem, agarrei Shem com algumas plantas e a prendi com cipós no porão.
   Ela gritou, mas calei sua boca.

A Sombra Na Luz - Cap. 4: Descobrindo os Poderes.

   - Alunos hoje aprenderão a equação do segundo grau...
   Aula de matemática parece uma eternidade.
   - Ei, Osora!
   - Fala Barton.
   - Empresta o caderno para eu copiar a lição de história?
   - Tá bom.
   Esse Barton é folgado. Além de repetente não se esforça para estudar! Sempre quem tem de salvá-lo depois sou eu.
   - Srtª Osora, posso saber que caderno é esse que você está passando para o Sr. Barton?
   Vish, a professora Mizuho pegou Barton e eu no flagra.
   - Lição de história na aula de matemática. O diretor vai adorar saber disso.
   Ferrou tudo. A professora levou o Barton e eu para a diretoria. Como sempre ela tenta arranjar qualquer motivo para isto.
   A professora deixou Barton e eu na diretoria. O diretor chama-se Sarutobi Hatake, ele já é um senhor, para mim se resume em velho mesmo, arrogante e egoísta, ele quer que tudo seja do jeito dele.
   - Copiar lição de uma matéria em outra é errado, além do mais os conteúdos são distantes demais um do outro em contexto! Mesmo com todo este conhecimento, a coleguinha burra empresta o caderno.
   - Não sou “burra”, diretor, apenas não deixo ninguém na mão.
   - É... E por este motivo de seu ato de heroísmo você acabou aqui Srtª Hiyo. Idiota, levará suspensão, e o Sr. Trowa também.
   - Cala a boca, diretor... – falei em um tom irônico.
   - O quê?!
   Meus olhos começaram a ficar vermelhos, o vento lá fora começou a ficar forte.
   - Isso mesmo que você escutou, cale-se!
   Meu olhar fixou-se no diretor que me olhava espantado, de repente ele pareceu paralisado.
   Barton olha para mim surpreendido.
   - Osora, o que você fez com ele?
   - Eu nem sei o que eu fiz!
   Saímos correndo e deixamos o diretor lá, paralisado.
segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Sombra Na Luz - Cap. 3: A Morte de Hilda.

   Chegando a minha casa tenho uma surpresa desagradável, Sakura diz que mamãe foi para o hospital porque teve recaída de pressão e foi a vizinha que a socorreu. Ela estava indo para o hospital e fui junto dela.
   Já era quase meia-noite quando minha mãe agarrou meu braço e o de Sakura.
   - Filhas, ouçam-me pela última vez... – disse a nós com uma voz fraca.
   - Para de falar bobagens mãe, a senhora vai se recuperar. – disse Sakura.
   - Sakura... – continuou mamãe. – Tenha juízo minha filha, pelo amor de Deus, cuide de sua irmã. Osora, só faça as coisas para o bem...
   - Mamãe? – disse.
   Nada me respondeu. Mamãe faleceu ali, naquele momento.
   Sakura e eu fomos embora, abatidas e chorando. Sentia-me como um lixo, agora estava sozinha por completo. Mas Sakura... Ela se sentia culpada pela morte de mamãe, eu também acho que a culpada é ela por sempre desobedecer à mamãe e deixá-la nervosa. Naquele momento eu não queria ser igual à Sakura.
   Dia do enterro da mamãe, Sakura se arrumou e foi com os irmãos da igreja para o cemitério, eu disse que já ia logo atrás.
   Não tive coragem. Na verdade não queria acreditar que minha mãe havia falecido. Tranquei-me no quarto escuro, me encolhi no canto da parede e comecei a imaginar minha mãe chegar naquele momento gritando por eu não ter lavado a louça suja.
Imaginei também Yuy me chamando e dizendo que se arrependeu do que fez e quer reatar comigo, também imaginei Naru me pedindo desculpas e voltando a ser minha amiga. Sakura parar de ficar jogando sua vida no lixo por estes bares, Shem e Japheth pararem de ser nojentinhas e Hamu se sentir bonita. E... Barton... Não, Barton nada.
   Sem querer, me distrai olhando para a lâmpada apagada de meu quarto. Meu ódio era tanto que eu não sabia mais o que pensar ou imaginar. Concentrei-me na lâmpada. Como o tempo de vida dela é curto. Acende e apaga, acende e apaga, acende e apaga... Até o dia que ela nunca mais se acende.
   Queria que minha vida fosse rápida como a de uma lâmpada.
   De repente a lâmpada começou a piscar sozinha, eu não tirava meus olhos dela, admirada com o que estava acontecendo. A lâmpada se acendeu por completo sem ninguém ao menos apertar o interruptor, desviei meu olhar de sua direção e ela se apagou.
   Decidi guardar em segredo o que houve. Comecei a temer eu mesma.

A Sombra Na Luz - Cap. 2: Correndo Contra o Tempo.

   - Alunos, vão para a sala de aula!
   A inspetora aguardava os alunos se direcionarem para suas classes.
   Aula de matemática. Ninguém merece. Mizuho Kazami, eu odeio essa professora. Ela não suporta minha turma, nunca a elogiou, apesar de que nunca merecemos mesmo. A mesma tem uma encrenca enorme comigo. Nós nos odiamos.
   Shem Smith, Hamu Shister e Japhet Olsen são três amigas inseparáveis. Shem é delicada demais, é loira dos olhos castanhos claro, pensa somente nela e sempre quer se dar bem, mesmo que acabe difamada. Hamu é legal, eu gosto de ficar perto dela, a mesma tem cabelos curtos e pretos, olhos verdes e sabe fazer as pessoas rirem, menos eu. Japheth é sensível e sonhadora, se apaixonada facilmente e isso me faz ficar louca.
   E não posso me esquecer da Temari Kinomoto, que também é amiga de Shem, Hamu e Japheth. Temari é loira de olhos azuis, é quase minha rival em questão de bagunça, mas falta na aula muito mais do que comparece. Ouvi boatos dizendo que ela é lésbica.
   Sempre me sento perto de Hamu nas aulas e os professores não aguentam.
   Barton Trowa... O garoto repetente que é da minha sala. Como ele é lindo! As garotas caem em cima dele. Barton é forte, o básico, moreno com um rosto perfeito. Cabelos castanhos claros e uma personalidade forte. O pessoal diz que ele trata todo mundo mal.
   Mas comigo ele é diferente, Barton me trata com mais clareza, com um aspecto de amizade, algo que não sinto com os outros garotos. Parece que nossa amizade é única, brigamos de pancadas e discussões, mas sempre estamos um ao lado do outro. Rindo, brigando e atormentando os professores.
   O sinal bate para o intervalo, Japheth sempre fica passeando pela escola comigo, enquanto Shem e Hamu fofocam um pouco sobre a vida dos outros. De vez em quando Temari anda com a gente, mas é raro.
   Japheth fica falando sobre garotos, o que eles fazem com ela e as paixões de sua vida. Eu apenas fico escutando, mas perco a noção de tudo quando vejo Maxuell Duo, mais conhecido como Max. Ele é do terceiro ano do colegial em nosso colégio. Japheth disse uma vez que gostava dele.
   Voltando para a sala, o tempo demorou a passar e eu fiquei rabiscando em meu caderno ao mesmo tempo em que pensava na vida.

A Sombra Na Luz - Cap. 1: Osora Hiyo.

   Osora Hiyo... Essa sou eu. Um tipo de garota calma e persistente, mas sempre tentando fazer a diferença. Tenho olhos pretos e cabelos castanhos, nunca tive um corpo legal, então nunca me preocupei com garotos.
   Na escola, sou destacada por ser a aluna que mais bagunça na sala de aula. Por ser uma aluna de oitava série, isso era ridículo.
   Amigas? Sempre tive só uma, o nome dela era Naru Hizame, mas brigamos por causa do meu ex-namorado, Yuy Heero. Ela também gostava dele e este me traiu com ela. Por isso me considero uma garota sem amigos, colegas sim e amigos não. Sempre digo que “burros” são aqueles que acham ou me consideram como amiga.
   Meus pais são separados, Xiang Hiyo e Hilda Filler. Meu pai é alto, meio gordinho e muito conhecido pelo povo... É vereador! Minha mãe é baixinha, gordinha e frequentadora de igreja.
   Sakura Hiyo... Minha irmã. Ah, como eu queria ser bonita como ela. Sakura é mais velha que eu, já não é mais estudante. Tem um belo corpo e um rosto digno de beleza. Loira e alta faz o tipo de menina delicada e atraente, mas muito burrinha.
   Em casa, as coisas não são fáceis. Sakura não obedece à mamãe, que acaba adoecendo várias vezes por passar nervoso. Quem acaba se ferrando no final sempre sou eu.

A Sombra Na Luz

Esta história foi escrita no ano de 2008, estava na oitava série do ensino fundamental quando meu professor de português, Paulo, ordenou que a sala fizesse uma história contendo super heróis e vilões onde teriam de acontecer conflitos entre ambos. Pelo pouco tempo que tive (costumo deixar este tipo de coisa SEMPRE para fazer em último momento), a história não saiu longa e rica em detalhes, mas consegui ganhar nota 10 do professor mais rígido da escola inteira! Esta foi uma de minhas maiores vitórias! :)
Espero que gostem da história assim como meu professor gostou, os personagens foram baseados em pessoas que eu conheço, caso você seja uma delas, irá se reconhecer, haha. *-*
Beijos e boa leitura!

sábado, 31 de março de 2012

Fim de Março!

Pois é pessoas, março está chegando ao fim! Como o ano está passando rápido, não concordam? D:'
Faltam praticamente dois meses para encerrar meu primeiro semestre de Pedagogia, que por sinal, está indo super bem, rs.
Fiquei alguns dias sem internet, e como não tinha nada a fazer, digitei a próxima história no word para postar aqui no blog. *-*
Nada de copiar conteúdos daqui sem antes me avisar, ok? Plágio é crime! Abraços e até a próxima.

In The End - Cap. 05: Adeus Meu Amado!

   Assim que amanhece, mamãe vai até meu quarto.
   - Filha, mamãe tem duas importantes coisas para conversar com você. Primeiro quero falar contigo sobre a Marrie.
   - Nada a declarar.
   - Saori...
   - Ela está mesmo grávida, não é?
   Balançou a cabeça, um sim. Respirei fundo para conter as lágrimas.
   - Acabou mamãe, Fernando e eu.
   - Conversei com Marrie hoje.
   - E?
   - Fernando foi embora hoje de manhã com a roupa do corpo e sequer deixou recado.
   Abaixei a cabeça e comecei a chorar.
   - Você o ama ainda?
   - Mas que pergunta mamãe... Fernando Belouvir sempre será meu primeiro e único amor.
   Mamãe me abraçou e choramos juntas.
   - O que mais você queria falar, mamãe?
   - Converso contigo depois.
   - Não mamãe, agora.
   - Filha, mamãe se casará novamente.
   - Como é que é? Mas e papai?
   - Seu pai morreu já faz um tempo, não acha que já está na hora de sua mãe tentar ser feliz novamente?
   - Não, seu único homem tem de ser papai, para sempre.
   - Saori, seu pai morreu, aceite isso!
   - Você o amava, onde está todo o amor?! - gritei, agora chorando ainda mais.
   Levantei-me, furiosa e sai correndo em direção à rua, avistando uma luz ao longe.

⋆⋆⋆

   - O-onde estou?
   - Filha!
   - Mamãe, onde estou?
   - Está no hospital meu amor.
   - O que houve?
   - Fique calma, foi tudo muito rápido, você foi atropelada por um carro.
   - Não sinto minhas pernas, mamãe, socorro!
   - Saori, acalme-se. - gritava mamãe, em meio a lágrimas.
   - Minhas pernas, mamãe, minhas pernas! - chorava e gritava.

⋆⋆⋆

   Agora termino meu desabafo, minha dor se encerra aqui. Estou neste quarto de hospital, nesta cama, recém enfaixada e paralítica. Posso dizer que agora sinto que irei me encontrar com a pessoa que me amou de verdade. Nestes papéis deixo marcada minha história, agora estou partindo para junto de meu amor: Estou indo para os braços de meu querido pai.

In The End - Cap. 04: O Término

   Uma semana se passou, Fernando e eu estávamos mais próximos um do outro, muito mais do que eu imaginei. Teve até uma vez que fizemos amor... Foi a experiência mais linda que passei.
   Em uma tarde quente de outono, Marrie aparece em minha casa, com ar de desespero e agonia.
   - Prima, não consigo mais guardar os sentimentos que sinto pelo seu Fernando.
   - Como é que é?
   - Antes de eu começar a lhe explicar peço-lhe que me escute primeiro e depois pode dizer o que quiser, eu vou lhe escutar.
   - Comece.
   Sentei-me no sofá e Marrie sentou logo em seguida, no sofá em minha frente.
   - Querida Saori, sei que Fernando e você tem uma linda história de amor e sei de todas as promessas que ele lhe fazia.
   - Como sabe?
   - Me tornei melhor amiga dele, confidente. Em uma noite, Fernando me procurou e disse-me que me amava, mas não sabia como romper contigo. Tivemos relações sexuais e minha mãe suspeita de que eu esteja grávida. Não conseguia dormir só de imaginar o seu sofrimento ao saber disto! Mas preciso dizer, eu amo Fernando.
   Me derramei em um rio de lágrimas, não queria acreditar no que ela dizia. Um filho? Marrie estava grávida do Fernando? Continuei a escutá-la.
   - Todas as juras de amor que ele lhe fez disse para mim também. Me perdoe prima!
   - Marrie! - estava gritando, tinha certeza. - O que você pensa que está fazendo? - tentei me acalmar, sem muito sucesso. - Veio me humilhar, é? Dizer que mais uma vez eu perdi e você ganhou um troféu? Veio esfregar na minha cara sua alegria de vitória! Mais... Ver minha derrota. Está bem, você conseguiu, me viu caída, humilhada, suja e acabada, por sua culpa.
   - Saori, minha prima...
   Não aguentei mais, levantei-me e limpei as lágrimas que caíam sobre meu rosto. Fui até a porta e abri.
   - Vá embora, Marrie. Terminamos a nossa conversa. Esqueça que um dia eu fui sua prima, me entendeu?
   Ela se levantou, mas não saiu do lugar.
   - Saori, me perdoe, não fiz isso para machucar seus sentimentos, apenas queria que ficasse ciente do que está acontecendo.
   - Te perdoar? Você sabia que eu o amava e do mesmo modo deixou que tudo isso acontecesse. O que um  não quer, dois não fazem. Passar bem.
   Marrie saiu, mas ainda estava de frente para mim, na porta.
   - Saori...
   - Você queria sentir o prazer de me ver assim e conseguiu. - interrompi-a. - Nunca mais volte aqui, desejo muita sorte com o bebê e que você seja muito feliz com o Fernando.
   - Saori...
   Fechei a porta na cara dela.
   De noite, recebi uma mensagem de Fernando no celular, que dizia: "Saori, precisamos conversar! Me encontre na praça, beijos, Fernando."
   Não, eu não fui. Passei o resto do dia chorando, decepcionada comigo e minha prima. Até podia imaginar o que ele queria comigo! Não havia forças, não naquele momento, estava totalmente indefesa.
   Nem demorou muito para eu dormir, afundada naqueles pensamentos que me torturavam a mente.
sexta-feira, 30 de março de 2012

In The End - Cap. 03: Incondicionalmente Apaixonada... Talvez

   Dia seguinte, faltei na aula. Ninguém merece ir para o colégio em plena segunda-feira. Mamãe... Sinto tanta pena dela! Por mais que ela tente me esconder, sei que deve estar deprimida.
   Fiquei deitada na cama a manhã inteira, nem quis almoçar. Não conseguia esquecer-me do momento belo que mais parecia um conto de fadas, um sonho, do que realidade.
   Nunca me senti assim, tinha certeza! Estava totalmente, incondicionalmente apaixonada por Fernando e não via a hora de reencontrá-lo.
   - Saori, tem visita para você!
   - Quem é, mamãe?
   - Um garoto chamado Fernando, peço para entrar filha?
   - Ai meu Deus! Pede sim mamãe. Fernando...
   Troquei-me o mais rápido que pude e fui ao encontro dele.
   - Fernando, que surpresa! Como descobriu onde eu morava?
   - Chamei Marrie e ela me mostrou.
   - Onde está ela?
   - Foi para o balé.
   Estavam apenas ele e eu, na sala.
   - Vim conversar contigo sobre o beijo...
   - Claro, eu sei que foi apenas um impulso, não precisa se explicar.
   - Não, Saori. Não foi um simples impulso! Aquele beijo me esclareceu tudo o que eu não entendia sobre você e eu. Naquele dia que você saiu do MSN sem dizer nada e não voltou mais, eu fiquei realmente preocupado e com medo de que fosse o nosso fim. Eu sabia que se viesse para cá não iria querer-la como minha amiga e você poderia não me aceitar como sou, mas aquele beijo me mostrou o que eu esperava... Seu amor!
   Fiquei perplexa, não havia nada que eu pudesse dizer depois desta declaração de amor. Abraçamo-nos e assim ficamos por um bom tempo no silêncio da sala que foi interrompido por mamãe.
   - Com licença, atrapalho algo?
   - Imagina, mamãe... - nos separamos, meio sem graça. - O que quer?
   - Vim perguntar se seu convidado não quer beber algo.
   - Não se incomode, senhora. - ele disse.
   - Chame-me de Samanta, apenas.
   - Obrigado.
   Sorri, mamãe gostou de Fernando e isto me alegrou.
    - Então, não irei mais incomodá-los. - disse mamãe, retirando-se.
   - Fique a vontade, pois a casa é sua, senhora Samanta. - Fernando respondeu, mas mamãe já estava na cozinha e nada respondeu. Ele olhou para mim. - Causei boa impressão?
   - Claro! Na minha opinião foi gentil demais, fiquei com ciúmes.
   Risos.
   - Ah, sua boba! Eu estou extremamente apaixonado por você, sabia?
   Nada respondi, apenas fiquei a fitá-lo. Ele abraçou-me e lentamente- carinhosamente- beijou-me, mas desta vez, um beijo mais seguro.
   Mais uma vez fomos interrompidos, mas desta vez, pela porta. Fui atender, era Marrie! Por que essa garota não se joga de uma ponte?
   - Olá querida prima, o que queres aqui?
   - Bem, acabei de sair do balé e decidi dar uma passada por aqui para ver como está minha amada tia.
   Ela pensa que me engana, sei muito bem que ela veio aqui por causa de Fernando.
   - Entre Marrie. - como odeio ser falsa.
   Mal entrou e já foi na direção de Fernando.
   - Olá meu amigo.
   - Oi Marrie, dançou muito? - ele sorria.
   - Demais, sou a melhor da turma.
   Interrompi a conversa deles:
   - Não ia falar com minha mãe, Marrie?
   - Claro... Onde ela está? - respondeu ela, sem graça.
   - Está na cozinha. - respondi, friamente.